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Osso quebrado em vários pedaços: por que a fratura cominutiva exige atenção especial?

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As fraturas cominutivas são lesões1 em que o osso se quebra em vários fragmentos2, geralmente após traumas de alta energia ou em ossos fragilizados. Por serem mais complexas, podem estar associadas a lesões1 de músculos3, vasos sanguíneos4, nervos e outros tecidos próximos. A gravidade varia conforme o osso afetado, o grau de fragmentação e as lesões1 associadas, fatores que também influenciam o tratamento e a recuperação.

O diagnóstico5 é feito principalmente por radiografias, com tomografia computadorizada6 em casos complexos ou para planejamento cirúrgico. O tratamento depende da estabilidade e da gravidade da fratura7 e pode envolver imobilização, cirurgia e reabilitação para recuperar a função.

 O que são fraturas cominutivas?

Fraturas cominutivas são fraturas ósseas caracterizadas pela formação de três ou mais fragmentos2 ósseos. A cominuição descreve, portanto, o padrão de fragmentação da fratura7 e pode variar desde a presença de poucos fragmentos2 adicionais até uma fragmentação extensa do osso.

Devido à complexidade e ao número de fragmentos2 ósseos, essas lesões1 costumam ser mais difíceis de tratar e podem causar danos associados a músculos3, tendões8, vasos sanguíneos4, nervos e outros tecidos moles próximos.

Embora possam ocorrer em praticamente qualquer osso, são frequentemente observadas em ossos longos9, como fêmur10, úmero11 e tíbia12, e também podem acometer ossos da pelve13 e outras regiões submetidas a traumatismos de grande energia. Fraturas cominutivas também podem ocorrer em ossos planos ou irregulares, especialmente em mecanismos de esmagamento ou impacto direto.

Quais são as causas das fraturas cominutivas?

Essas fraturas são geralmente causadas por traumatismos de alta energia, como:

  • acidentes automobilísticos, incluindo colisões envolvendo automóveis e motocicletas e atropelamentos;
  • quedas de altura, principalmente sobre superfícies duras;
  • acidentes e atividades esportivas de alto impacto;
  • esportes radicais associados a quedas importantes;
  • impactos diretos provocados por objetos pesados;
  • ferimentos por projéteis de arma de fogo, que podem produzir diferentes graus de fragmentação óssea;
  • explosões;
  • lesões1 por esmagamento.

A cominuição, entretanto, não ocorre exclusivamente após traumas de alta energia. Quando a resistência do osso está reduzida, forças relativamente menores também podem provocar fraturas complexas. Isso pode ocorrer na osteoporose14 e em determinadas doenças que enfraquecem o tecido ósseo15, como tumores ósseos primários ou metastáticos e, menos frequentemente, infecções16 ósseas crônicas. Nesses casos, a fratura7 pode ser considerada patológica ou por fragilidade, dependendo da condição subjacente.

O uso prolongado de glicocorticoides sistêmicos17 também aumenta o risco de fraturas por favorecer a perda de massa e a deterioração da qualidade óssea. Esse efeito aumenta a suscetibilidade a fraturas em geral, mas não determina especificamente que elas sejam cominutivas.

Leia também sobre "Queda da própria altura", "Quedas em idosos", "Osteopenia" e "Fratura7 espontânea".

Qual é o substrato fisiopatológico das fraturas cominutivas?

O substrato fisiopatológico das fraturas cominutivas está relacionado à intensidade, à direção e à distribuição das forças aplicadas ao osso, que ultrapassam sua capacidade de resistência mecânica e provocam múltiplas linhas de fratura7. Em traumatismos de alta energia, a energia transferida ao tecido ósseo15 pode produzir vários fragmentos2 e, simultaneamente, causar lesões1 importantes nos tecidos moles ao redor. Em ossos fragilizados, uma quantidade menor de energia pode ser suficiente para produzir uma fratura7 complexa.

Alguns fragmentos2 podem sofrer comprometimento de sua vascularização, principalmente quando ocorre extensa lesão18 do periósteo19 e dos tecidos moles adjacentes. Quanto maior a desvitalização dos fragmentos2 e a lesão18 vascular20 local, maior pode ser a dificuldade de consolidação.

O impacto que gera a fratura7 também pode romper músculos3, ligamentos21, tendões8, vasos sanguíneos4 e nervos próximos, aumentando o risco de complicações, como hemorragia22, síndrome compartimental23, necrose24 tecidual e, particularmente nas fraturas expostas, infecção25.

A lesão18 desencadeia uma resposta inflamatória com formação de um hematoma26 no local da fratura7, etapa inicial e necessária do processo de reparação óssea. Esse ambiente contém células27 inflamatórias, células27 progenitoras e diversos mediadores envolvidos na angiogênese28 e na formação do novo tecido ósseo15. Posteriormente, ocorre formação de tecido29 reparativo, seguida de ossificação e remodelação progressiva.

A cominuição não impede necessariamente a formação do calo ósseo30. Entretanto, perda óssea, comprometimento vascular20, lesão18 extensa de partes moles e instabilidade mecânica excessiva podem dificultar a consolidação e aumentar o risco de consolidação tardia ou não consolidação. O equilíbrio entre estabilidade mecânica adequada e preservação da vascularização dos fragmentos2 é, portanto, fundamental para a cicatrização.

Assim, o substrato fisiopatológico das fraturas cominutivas envolve a combinação de fragmentação estrutural, possível comprometimento vascular20, lesão18 variável dos tecidos moles e resposta biológica de reparação, sendo frequentemente necessárias intervenções para restabelecer o alinhamento, a estabilidade e a função do segmento afetado.

Infográfico - Fratura Cominutiva

Quais são as características clínicas das fraturas cominutivas?

Uma fratura7 cominutiva pode ser classificada como aberta (exposta) ou fechada. Na fratura7 aberta, existe comunicação entre o foco da fratura7 e o meio externo por meio de uma ferida na pele31, mesmo que o osso não esteja visível. Na fratura7 fechada, essa comunicação não existe.

A fratura7 também pode ser desviada ou não desviada. Em uma fratura7 desviada, os fragmentos2 perderam seu alinhamento anatômico normal, podendo apresentar translação, angulação, rotação ou encurtamento. Isso não significa necessariamente que exista uma “lacuna” ao redor da fratura7. Nas fraturas não desviadas, o alinhamento ósseo permanece relativamente preservado. Como a cominuição frequentemente resulta de traumatismos de maior energia, essas fraturas podem apresentar instabilidade e desvio importantes, mas nem toda fratura7 cominutiva é necessariamente desviada ou instável.

A necessidade de cirurgia depende não apenas do número de fragmentos2, mas também do osso acometido, da localização da fratura7, de sua estabilidade e alinhamento, do estado dos tecidos moles, do comprometimento articular e das condições clínicas do paciente.

Os sintomas32 podem variar de acordo com a localização e a gravidade da lesão18, mas geralmente incluem dor intensa, inchaço33, equimose34, deformidade, sensibilidade ao toque, dificuldade ou impossibilidade de movimentar ou apoiar o segmento afetado e redução da função. Em fraturas abertas, pode haver ferida associada e sangramento.

Alterações como palidez ou extremidade fria, ausência ou diminuição dos pulsos, dormência35, fraqueza muscular ou dor desproporcional à lesão18 podem indicar comprometimento vascular20, nervoso ou síndrome compartimental23 e exigem avaliação médica imediata.

Como o médico diagnostica as fraturas cominutivas?

O diagnóstico5 começa pela história do trauma e pelo exame físico. Além de avaliar dor, deformidade, edema36 e feridas, o médico deve examinar cuidadosamente a pele31 e os tecidos moles e realizar avaliação neurovascular do membro, verificando perfusão, pulsos, sensibilidade e função motora. Em traumatismos de alta energia, também é fundamental investigar outras lesões1 associadas.

As radiografias são geralmente o exame inicial e costumam ser suficientes para identificar a fratura7 e demonstrar sua fragmentação, alinhamento e desvio. Sempre que possível, são obtidas imagens em pelo menos duas incidências e que permitam avaliar adequadamente a região acometida.

A tomografia computadorizada6 é particularmente útil em fraturas complexas, especialmente quando existe acometimento articular, grande fragmentação ou necessidade de planejamento cirúrgico. A ressonância magnética37 não é exame de rotina para caracterizar a cominuição óssea, mas pode ser indicada em situações específicas para avaliar lesões1 associadas de tecidos moles, cartilagem38, ligamentos21 ou fraturas ocultas.

Em suspeita de lesão18 vascular20, exames adicionais, como ultrassonografia39 Doppler ou angiotomografia, podem ser necessários.

Como o médico trata as fraturas cominutivas?

O manejo das fraturas cominutivas depende do osso afetado, da localização e do padrão da fratura7, do grau de desvio e instabilidade, da condição dos tecidos moles, da presença de lesões1 neurovasculares e das características clínicas do paciente.

Nem toda fratura7 cominutiva exige cirurgia, embora padrões instáveis, desviados ou articulares frequentemente necessitem de tratamento operatório. Na avaliação inicial, especialmente após traumatismos de alta energia, a prioridade é estabilizar o paciente e identificar lesões1 potencialmente graves. O segmento fraturado costuma ser imobilizado provisoriamente, e são instituídos controle da dor e medidas para reduzir novas lesões1 aos tecidos moles.

Fraturas com alinhamento aceitável e estabilidade suficiente podem, em situações selecionadas, ser tratadas sem cirurgia, utilizando gesso, tala40, órtese41 ou outro método de imobilização, associado a acompanhamento clínico e radiográfico periódico.

Fraturas instáveis podem requerer fixação cirúrgica por diferentes técnicas, como placas42 e parafusos, hastes intramedulares ou fixadores externos. A escolha depende principalmente da anatomia da fratura7 e das condições locais. O objetivo não é necessariamente reconstruir e fixar individualmente cada pequeno fragmento43, mas restaurar comprimento, alinhamento e rotação do osso, proporcionar estabilidade suficiente para a consolidação e, sempre que possível, preservar a vascularização dos fragmentos2 e tecidos moles.

Nas fraturas expostas, o tratamento é urgente e inclui avaliação da ferida, antibioticoprofilaxia sistêmica precoce, profilaxia contra o tétano44 quando indicada, irrigação e desbridamento45 cirúrgico apropriados, além da estabilização da fratura7. O risco de infecção25 é maior do que nas fraturas fechadas e aumenta conforme a gravidade da lesão18 dos tecidos moles e o grau de contaminação.

Em traumatismos graves com importante lesão18 de partes moles ou em pacientes que ainda não apresentam condições para uma reconstrução definitiva, pode ser utilizada inicialmente uma fixação externa temporária, seguida posteriormente do tratamento definitivo. Em situações selecionadas, defeitos ósseos extensos podem exigir enxerto46 ósseo ou outras técnicas reconstrutivas.

A recuperação pode ser longa e gradual, especialmente nas fraturas de alta energia ou com grande lesão18 de tecidos moles. A fisioterapia47 e a reabilitação progressiva são fundamentais para recuperar amplitude de movimento, força muscular e função, enquanto o acompanhamento clínico e radiográfico permite avaliar a consolidação e identificar precocemente possíveis complicações.

Quais são as complicações possíveis das fraturas cominutivas?

Fraturas cominutivas, sobretudo quando resultam de traumatismos de alta energia, apresentam risco aumentado de complicações devido à fragmentação óssea e às lesões1 associadas de tecidos moles. Esse risco, entretanto, varia consideravelmente conforme o osso acometido, o padrão da fratura7 e as condições do paciente.

Entre as possíveis complicações estão:

  • consolidação tardia;
  • não consolidação (pseudoartrose);
  • consolidação em posição inadequada (consolidação viciosa);
  • infecção25 (especialmente nas fraturas expostas);
  • perda óssea;
  • rigidez articular;
  • limitação funcional;
  • e dor persistente.

Também podem ocorrer lesões1 de vasos sanguíneos4 e nervos, síndrome compartimental23 aguda, trombose venosa profunda48 e, em determinadas fraturas de ossos longos9 e contextos de politrauma, embolia49 gordurosa. Fraturas que atingem uma superfície articular podem favorecer incongruência da articulação50 e aumentar o risco de osteoartrose51 pós-traumática ao longo do tempo.

A gravidade de uma fratura7 cominutiva, portanto, não depende apenas do número de fragmentos2. A extensão da lesão18 dos tecidos moles, a vascularização, a presença de exposição óssea, o envolvimento articular, a estabilidade da fratura7 e as condições gerais do paciente têm papel decisivo no prognóstico52.

Tratamento adequado, acompanhamento ortopédico e reabilitação são fundamentais para favorecer a consolidação e reduzir o risco de sequelas53.

Veja sobre "Tratamento de feridas", "Imobilização de fraturas" e "Amputação54 de membros".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Cleveland Cliínic, do WebMD e da Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico.

ABCMED, 2026. Osso quebrado em vários pedaços: por que a fratura cominutiva exige atenção especial?. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/ortopedia-e-saude/1513585/osso-quebrado-em-varios-pedacos-por-que-a-fratura-cominutiva-exige-atencao-especial.htm>. Acesso em: 28 ago. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
2 Fragmentos: 1. Pedaço de coisa que se quebrou, cortou, rasgou etc. É parte de um todo; fração. 2. No sentido figurado, é o resto de uma obra literária ou artística cuja maior parte se perdeu ou foi destruída. Ou um trecho extraído de uma obra.
3 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
4 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
5 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
6 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias†de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
7 Fratura: Solução de continuidade de um osso. Em geral é produzida por um traumatismo, mesmo que possa ser produzida na ausência do mesmo (fratura patológica). Produz como sintomas dor, mobilidade anormal e ruídos (crepitação) na região afetada.
8 Tendões: Tecidos fibrosos pelos quais um músculo se prende a um osso.
9 Ossos longos: Exemplo: Fêmur
10 Fêmur: O mais longo e o maior osso do esqueleto; está situado entre o quadril e o joelho. Sinônimos: Trocanter
11 Úmero:
12 Tíbia: Osso localizado no lado ântero-medial da perna. Ela apresenta duas epífises e uma diáfise e articula-se proximalmente com o fêmur e a fíbula e distalmente com o tálus e a fíbula.
13 Pelve: 1. Cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ossos ilíacos), sacro e cóccix; bacia. 2. Qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
14 Osteoporose: Doença óssea caracterizada pela diminuição da formação de matriz óssea que predispõe a pessoa a sofrer fraturas com traumatismos mínimos ou mesmo na ausência deles. É influenciada por hormônios, sendo comum nas mulheres pós-menopausa. A terapia de reposição hormonal, que administra estrógenos a mulheres que não mais o produzem, tem como um dos seus objetivos minimizar esta doença.
15 Tecido Ósseo: TECIDO CONJUNTIVO especializado, principal constituinte do ESQUELETO. O componente celular básico (principle) do osso é constituído por OSTEOBLASTOS, OSTEÓCITOS e OSTEOCLASTOS, enquanto COLÁGENOS FIBRILARES e cristais de hidroxiapatita formam a MATRIZ ÓSSEA.
16 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
17 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
18 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
19 Periósteo: Membrana de tecido conectivo que reveste exteriormente os ossos e da qual podem formar-se elementos ósseos.
20 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
21 Ligamentos: 1. Ato ou efeito de ligar(-se). Tudo o que serve para ligar ou unir. 2. Junção ou relação entre coisas ou pessoas; ligação, conexão, união, vínculo. 3. Na anatomia geral, é um feixe fibroso que liga entre si os ossos articulados ou mantém os órgãos nas respectivas posições. É uma expansão fibrosa ou aponeurótica de aparência ligamentosa. Ou também uma prega de peritônio que serve de apoio a qualquer das vísceras abdominais. 4. Vestígio de artéria fetal ou outra estrutura que perdeu sua luz original.
22 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
23 Síndrome compartimental: Caracteriza-se pela elevação anômala da pressão tecidual no interior de um compartimento fechado, é comum no interior de um compartimento osteo-fascial. A pressão compartimental pode aumentar quando diminui o volume do compartimento ou quando se expande o seu conteúdo. Este processo, como resultado da elevação da pressão intracompartimental, pode chegar a comprometer a irrigação das diferentes estruturas nervosas e musculares da região e posteriormente, se não tratado, levar à necrose de tecidos, lesão funcional permanente e inclusivamente, em casos mais graves, alterações do ponto de vista sistêmico, como insuficiência renal, insuficiência respiratória, falência multiorgânica e morte.
24 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
25 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
26 Hematoma: Acúmulo de sangue em um órgão ou tecido após uma hemorragia.
27 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
28 Angiogênese: O crescimento de novos vasos sanguíneos, seja espontâneo ou induzido por medicamentos. O crescimento destes novos vasos sanguíneos pode ajudar a melhorar uma doença oclusiva das artérias coronárias, criando novos caminhos para a passagem do sangue
29 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
30 Calo Ósseo: Depósito ósseo formado entre e em torno das extremidades quebradas de FRATURAS ÓSSEAS durante a consolidação normal.
31 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
32 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
33 Inchaço: Inchação, edema.
34 Equimose: Mancha escura ou azulada devido à infiltração difusa de sangue no tecido subcutâneo. A maioria aparece após um traumatismo, mas pode surgir espontaneamente em pessoas que apresentam fragilidade capilar ou alguma coagulopatia. Após um período de tempo variável, a equimose desaparece passando por diferentes gradações: violácea, acastanhada, esverdeada e amarelada.
35 Dormência: 1. Estado ou característica de quem ou do que dorme. 2. No sentido figurado, inércia com relação a se fazer alguma coisa, a se tomar uma atitude, etc., resultando numa abulia ou falta de ação; entorpecimento, estagnação, marasmo. 3. Situação de total repouso; quietação. 4. No sentido figurado, insensibilidade espiritual de um ser diante do mundo. Sensação desagradável caracterizada por perda da sensibilidade e sensação de formigamento, e que geralmente ocorre nas extremidades dos membros. 5. Em biologia, é um período longo de inatividade, com metabolismo reduzido ou suspenso, geralmente associado a condições ambientais desfavoráveis; estivação.
36 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
37 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
38 Cartilagem: Tecido resistente e flexível, de cor branca ou cinzenta, formado de grandes células inclusas em substância que apresenta tendência à calcificação e à ossificação.
39 Ultrassonografia: Ultrassonografia ou ecografia é um exame complementar que usa o eco produzido pelo som para observar em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas internas do organismo (órgãos internos). Os aparelhos de ultrassonografia utilizam uma frequência variada, indo de 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, os quais são interpretados através de computação gráfica.
40 Tala: Instrumento ortopédico utilizado freqüentemente para imobilizar uma articulação ou osso fraturado. Pode ser de gesso ou material plástico.
41 Órtese: Qualquer aparelho externo usado para imobilizar ou auxiliar os movimentos dos membros ou da coluna vertebral.
42 Placas: 1. Lesões achatadas, semelhantes à pápula, mas com diâmetro superior a um centímetro. 2. Folha de material resistente (metal, vidro, plástico etc.), mais ou menos espessa. 3. Objeto com formato de tabuleta, geralmente de bronze, mármore ou granito, com inscrição comemorativa ou indicativa. 4. Chapa que serve de suporte a um aparelho de iluminação que se fixa em uma superfície vertical ou sobre uma peça de mobiliário, etc. 5. Placa de metal que, colocada na dianteira e na traseira de um veículo automotor, registra o número de licenciamento do veículo. 6. Chapa que, emitida pela administração pública, representa sinal oficial de concessão de certas licenças e autorizações. 7. Lâmina metálica, polida, usualmente como forma em processos de gravura. 8. Área ou zona que difere do resto de uma superfície, ordinariamente pela cor. 9. Mancha mais ou menos espessa na pele, como resultado de doença, escoriação, etc. 10. Em anatomia geral, estrutura ou órgão chato e em forma de placa, como uma escama ou lamela. 11. Em informática, suporte plano, retangular, de fibra de vidro, em que se gravam chips e outros componentes eletrônicos do computador. 12. Em odontologia, camada aderente de bactérias que se forma nos dentes.
43 Fragmento: 1. Pedaço de coisa que se quebrou, cortou, rasgou etc. É parte de um todo; fração. 2. No sentido figurado, é o resto de uma obra literária ou artística cuja maior parte se perdeu ou foi destruída. Ou um trecho extraído de uma obra.
44 Tétano: Toxinfecção produzida por uma bactéria chamada Clostridium tetani. Esta, ao infectar uma ferida cutânea, produz uma toxina (tetanospasmina) altamente nociva para o sistema nervoso que produz espasmos e paralisia dos nervos afetados. Pode ser fatal. Existe vacina contra o tétano (antitetânica) que deve ser tomada sempre que acontecer um traumatismo em que se suspeita da contaminação por esta bactéria. Se a contaminação for confirmada, ou se a pessoa nunca recebeu uma dose da vacina anteriormente, pode ser necessário administrar anticorpos exógenos (de soro de cavalo) contra esta toxina.
45 Desbridamento: Retirada de tecido desvitalizado (necrosado) ou de corpo estranho de uma ferida.
46 Enxerto: 1. Na agricultura, é uma operação que se caracteriza pela inserção de uma gema, broto ou ramo de um vegetal em outro vegetal, para que se desenvolva como na planta que o originou. Também é uma técnica agrícola de multiplicação assexuada de plantas florais e frutíferas, que permite associar duas plantas diferentes, mas gerações próximas, muito usada na produção de híbridos, na qual uma das plantas assegura a nutrição necessária à gema, ao broto ou ao ramo da outra, cujas características procura-se desenvolver; enxertia. 2. Na medicina, é a transferência especialmente de células ou de tecido (por exemplo, da pele) de um local para outro do corpo de um mesmo indivíduo ou de um indivíduo para outro.
47 Fisioterapia: Especialidade paramédica que emprega agentes físicos (água doce ou salgada, sol, calor, eletricidade, etc.), massagens e exercícios no tratamento de doenças.
48 Trombose Venosa Profunda: Caracteriza-se pela formação de coágulos no interior das veias profundas da perna. O que mais chama a atenção é o edema (inchaço) e a dor, normalmente restritos a uma só perna. O edema pode se localizar apenas na panturrilha e pé ou estar mais exuberante na coxa, indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha. Uma de suas principais conseqüências a curto prazo é a embolia pulmonar, que pode deixar seqüelas ou mesmo levar à morte. Fatores individuais de risco são: varizes de membros inferiores, idade maior que 40 anos, obesidade, trombose prévia, uso de anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal, entre outras.
49 Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia.
50 Articulação: 1. Ponto de contato, de junção de duas partes do corpo ou de dois ou mais ossos. 2. Ponto de conexão entre dois órgãos ou segmentos de um mesmo órgão ou estrutura, que geralmente dá flexibilidade e facilita a separação das partes. 3. Ato ou efeito de articular-se. 4. Conjunto dos movimentos dos órgãos fonadores (articuladores) para a produção dos sons da linguagem.
51 Osteoartrose: Também chamada de artrose ou processo degenerativo articular, resulta de um processo anormal entre a destruição cartilaginosa e a reparação da mesma. Entende-se por cartilagem articular, um tipo especial de tecido que reveste a extremidade de dois ossos justapostos (unidos) que possuem algum grau de movimentação entre eles, sua função básica é a de diminuir o atrito entre duas superfícies ósseas quando estas executam qualquer tipo de movimento, funcionando como mecanismo de absorção de choque. O estado de hidratação da cartilagem e a integridade da mesma, é fator preponderante para o não desenvolvimento da osteoartrose.
52 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
53 Sequelas: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.
54 Amputação: 1. Em cirurgia, é a remoção cirúrgica de um membro ou segmento de membro, de parte saliente (por exemplo, da mama) ou do reto e/ou ânus. 2. Em odontologia, é a remoção cirúrgica da raiz de um dente ou da polpa. 3. No sentido figurado, significa diminuição, restrição, corte.
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