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Gordura visceral elevada: o perigo escondido na barriga que vai além da estética

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A gordura1 corporal é essencial para o funcionamento do organismo, pois atua como reserva energética, protege estruturas e órgãos e funciona como um tecido2 metabolicamente ativo, envolvido na produção de hormônios e outras substâncias reguladoras.

Entretanto, seu excesso, especialmente quando ocorre na região abdominal e ao redor dos órgãos internos, pode representar um importante fator de risco3 para diversas doenças. Essa gordura1, denominada gordura1 visceral, quando presente em excesso, não constitui apenas uma questão relacionada ao peso ou à aparência corporal: está associada a alterações metabólicas e inflamatórias que aumentam o risco de doenças cardiovasculares4, diabetes mellitus5 tipo 2, doença hepática6 esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) e outras complicações.

O que é gordura1 visceral elevada?

A gordura1 visceral é o tecido adiposo8 localizado profundamente no abdômen, no interior da cavidade abdominal9 e ao redor de órgãos como fígado10, intestinos11 e pâncreas12. Ela difere da gordura subcutânea13, que se encontra logo abaixo da pele14 e pode ser percebida em regiões como abdômen, quadris e coxas15.

A gordura1 visceral elevada corresponde ao acúmulo excessivo de tecido adiposo intra-abdominal16 e é um importante componente da adiposidade central ou abdominal, apresentando relação particularmente estreita com alterações cardiometabólicas. O índice de massa corporal17 (IMC18), isoladamente, não informa onde a gordura1 está distribuída; por isso, duas pessoas com o mesmo IMC18 podem apresentar riscos metabólicos diferentes. Da mesma forma, uma pessoa pode ter IMC18 dentro da faixa considerada normal e apresentar excesso de adiposidade abdominal e alterações metabólicas.

A importância clínica da gordura1 visceral decorre de sua atividade metabólica e endócrina, com liberação de ácidos graxos livres, adipocinas e mediadores inflamatórios capazes de contribuir para resistência à insulina19, dislipidemia, inflamação20 crônica de baixo grau e maior risco cardiovascular.

Quais são as causas da gordura1 visceral elevada?

O desenvolvimento de gordura1 visceral elevada resulta da interação entre fatores genéticos, hormonais, comportamentais, ambientais e relacionados ao envelhecimento. Entre os principais fatores associados estão:

  • alimentação com excesso energético e baixa qualidade nutricional, especialmente com consumo frequente de alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas e alimentos ricos em açúcares adicionados e gorduras saturadas21;
  • sedentarismo22;
  • consumo excessivo de álcool;
  • predisposição genética;
  • envelhecimento;
  • redução da massa muscular e da atividade física ao longo da vida;
  • privação crônica de sono;
  • estresse persistente;
  • e tabagismo.

Algumas condições endócrinas e medicamentos também podem favorecer ganho de peso e adiposidade central. Entre as causas endócrinas estão síndrome de Cushing23 e hipogonadismo, embora sejam responsáveis por uma parcela relativamente pequena dos casos. A resistência à insulina19 está fortemente associada à adiposidade visceral, mas a relação é bidirecional: o excesso de gordura1 visceral favorece resistência à insulina19, e alterações metabólicas podem contribuir para maior acúmulo de gordura1.

O envelhecimento merece atenção especial porque costuma ser acompanhado de alterações na composição corporal, com redução progressiva da massa muscular e redistribuição da gordura1 para a região abdominal, mesmo quando a variação do peso corporal não é expressiva. Alterações hormonais, como as que ocorrem após a menopausa24, também podem favorecer maior deposição de gordura1 visceral.

Qual é a fisiopatologia7 da gordura1 visceral elevada?

A fisiopatologia7 da gordura1 visceral elevada é complexa e envolve alterações metabólicas, hormonais e inflamatórias. O tecido adiposo8 visceral apresenta características metabólicas distintas das do tecido adiposo subcutâneo25. Seus adipócitos26 apresentam maior atividade lipolítica e liberam ácidos graxos livres, parte dos quais alcança o fígado10 pela circulação27 portal. Quando esse fluxo é excessivo, pode contribuir para resistência hepática6 à insulina28, aumento da produção de glicose29 pelo fígado10, alterações no metabolismo30 dos triglicerídeos e acúmulo de gordura1 hepática6.

Além disso, a expansão e a disfunção do tecido adiposo8 favorecem alterações na produção de adipocinas e citocinas31 inflamatórias, contribuindo para um estado de inflamação20 crônica de baixa intensidade. Essas alterações podem prejudicar a ação da insulina28, favorecer disfunção endotelial e aterosclerose32 e aumentar o risco cardiovascular.

À medida que a resistência à insulina19 aumenta, o pâncreas12 procura compensá-la produzindo maiores quantidades de insulina28. Quando as células beta pancreáticas33 deixam de conseguir compensar adequadamente essa resistência, a glicemia34 pode aumentar progressivamente, favorecendo o desenvolvimento de pré-diabetes35 e, posteriormente, diabetes mellitus5 tipo 2.

Quais são as características clínicas da gordura1 visceral elevada?

A gordura1 visceral elevada geralmente não provoca sintomas36 específicos e pode permanecer clinicamente silenciosa durante muitos anos. Uma das principais pistas é o aumento da circunferência abdominal, embora a aparência externa do abdômen não permita determinar diretamente a quantidade de gordura1 visceral, pois parte do volume abdominal também pode corresponder à gordura subcutânea13.

Podem coexistir ganho de peso, hipertensão arterial37, aumento dos triglicerídeos, redução do colesterol38 HDL39, resistência à insulina19, elevação da glicemia34, MASLD (anteriormente conhecida como doença hepática6 gordurosa não alcoólica) e apneia obstrutiva do sono40. Cansaço e redução da capacidade física podem estar presentes, mas são manifestações inespecíficas e não devem ser atribuídas diretamente à gordura1 visceral sem avaliação de outras possíveis causas.

Em muitos casos, o excesso de adiposidade abdominal é identificado durante a investigação de hipertensão arterial37, pré-diabetes35, diabetes mellitus5 tipo 2, dislipidemia, alterações das enzimas hepáticas41 ou outras condições cardiometabólicas.

Infográfico - Gordura visceral elevada

Como o médico diagnostica a gordura1 visceral elevada?

A avaliação baseia-se principalmente na história clínica, no exame físico e na estimativa da adiposidade central e do risco cardiometabólico, complementados por exames quando necessários. O médico investiga hábitos alimentares, atividade física, sono, consumo de álcool, medicamentos, antecedentes familiares e presença de doenças associadas.

No exame físico, são avaliados peso, altura, IMC18 e circunferência da cintura. Também podem ser utilizadas a relação cintura-estatura e, em determinadas situações, a relação cintura-quadril. A circunferência da cintura é particularmente útil porque acrescenta informações sobre adiposidade abdominal que não são fornecidas pelo IMC18 isoladamente.

Os pontos de corte da circunferência da cintura variam conforme sexo, população, etnia e diretriz utilizada. Valores de 102 cm ou mais nos homens e 88 cm ou mais nas mulheres são tradicionalmente empregados para indicar adiposidade abdominal elevada em adultos de determinadas populações não asiáticas, mas não devem ser considerados limites universais. Diretrizes atuais recomendam interpretar a medida de acordo com características individuais e, quando apropriado, utilizar pontos de corte específicos para a população avaliada. A relação cintura-estatura também vem ganhando espaço na avaliação clínica, sendo uma relação igual ou superior a 0,5 indicativa de adiposidade central aumentada em muitos adultos.

Os exames laboratoriais são direcionados à identificação de complicações e fatores de risco e podem incluir glicemia34, hemoglobina glicada42, perfil lipídico43, enzimas hepáticas41 e avaliação da função renal44, entre outros. Exames hormonais não são necessários rotineiramente e devem ser solicitados quando houver suspeita clínica de uma causa endócrina específica.

A tomografia computadorizada45 e a ressonância magnética46 são os métodos de referência para quantificar com maior precisão o tecido adiposo8 visceral e diferenciá-lo da gordura subcutânea13. Entretanto, devido ao custo, à disponibilidade e, no caso da tomografia, à exposição à radiação ionizante, esses exames não costumam ser indicados exclusivamente para medir a gordura1 visceral na prática clínica.

A absorciometria por dupla energia de raios X (DXA ou DEXA), amplamente utilizada para avaliação da composição corporal, pode estimar a quantidade de tecido adiposo8 visceral quando realizada em equipamentos com softwares específicos, apresentando boa correlação com tomografia e ressonância. A ultrassonografia47 também pode ser utilizada para estimar a adiposidade visceral, embora seja mais dependente do operador e menos padronizada. Já a bioimpedância elétrica pode fornecer estimativas de gordura1 visceral por meio de algoritmos, mas não realiza sua mensuração anatômica direta.

Na maioria dos pacientes, entretanto, exames de imagem não são necessários para o diagnóstico48 clínico da adiposidade abdominal, sendo a circunferência da cintura uma ferramenta simples e útil para avaliação inicial do risco cardiometabólico.

Como o médico trata a gordura1 visceral elevada?

O tratamento tem como objetivos reduzir o excesso de adiposidade, melhorar a saúde49 metabólica e prevenir ou tratar as complicações associadas, e não simplesmente atingir determinado peso corporal. A abordagem deve ser individualizada e costuma incluir mudanças sustentáveis na alimentação, aumento da atividade física, redução do comportamento sedentário, sono adequado e manejo de fatores que dificultem a manutenção dessas mudanças.

A alimentação deve favorecer um padrão nutricional equilibrado, com redução do excesso energético quando houver indicação de perda de peso, priorizando alimentos in natura ou minimamente processados, vegetais, frutas, leguminosas, cereais integrais, fontes adequadas de proteínas50 e gorduras insaturadas51 e reduzindo o consumo de ultraprocessados, bebidas açucaradas e excesso de gorduras saturadas21. A atividade física regular, combinando exercícios aeróbicos e exercícios de força, auxilia na redução da adiposidade visceral e na preservação ou aumento da massa muscular.

Quando há sobrepeso52 ou obesidade53 e indicação clínica, a farmacoterapia para controle do peso pode integrar o tratamento juntamente com as intervenções comportamentais. Atualmente existem medicamentos capazes de produzir perdas de peso clinicamente relevantes, incluindo agonistas do receptor de GLP-1 e coagonistas dos receptores GIP/GLP-1, além de outras opções aprovadas para o tratamento da obesidade53. A escolha depende do perfil clínico, das doenças associadas, das contraindicações, dos possíveis efeitos adversos e do acesso ao tratamento.

Diabetes54, hipertensão arterial37, dislipidemia, apneia obstrutiva do sono40 e outras condições associadas devem ser tratadas de acordo com suas indicações específicas. Em pessoas com obesidade53 e risco cardiovascular moderado ou elevado, diretrizes brasileiras recentes destacam o papel de agonistas do receptor de GLP-1 e de coagonistas GIP/GLP-1 quando clinicamente indicados, considerando seus efeitos sobre peso e fatores de risco cardiometabólico.

Pacientes com obesidade53 e critérios apropriados podem se beneficiar de cirurgia metabólica e bariátrica, que pode promover perda de peso substancial, redução da adiposidade visceral e melhora de diversas complicações metabólicas. A indicação deve ser individualizada e realizada após avaliação clínica por equipe capacitada.

Como evolui a gordura1 visceral elevada?

A evolução depende da intensidade e da duração do excesso de adiposidade, da predisposição individual, das doenças associadas e das intervenções realizadas. Sem tratamento, o excesso persistente de gordura1 visceral pode contribuir para a progressão de resistência à insulina19, diabetes mellitus5 tipo 2, doença hepática6 metabólica e doença cardiovascular.

Por outro lado, mudanças sustentáveis no estilo de vida, medicamentos (quando indicados) e, em casos selecionados, cirurgia metabólica podem reduzir significativamente a adiposidade visceral e o risco cardiometabólico. Mesmo perdas relativamente modestas de peso, em torno de 5% a 10% do peso inicial, podem proporcionar benefícios importantes sobre glicemia34, pressão arterial55, triglicerídeos e outros parâmetros metabólicos. Benefícios podem ocorrer mesmo antes de grandes reduções do peso corporal, especialmente quando há melhora da aptidão física e da composição corporal.

Quais são as possíveis complicações da gordura1 visceral elevada?

A gordura1 visceral elevada está associada a maior risco de diversas complicações, principalmente resistência à insulina19, pré-diabetes35, diabetes mellitus5 tipo 2, hipertensão arterial37, dislipidemia, síndrome metabólica56, MASLD, doença cardiovascular aterosclerótica e apneia obstrutiva do sono40.

Também existe associação epidemiológica entre excesso de adiposidade corporal e maior risco de determinados tipos de câncer57, embora essa relação envolva diversos mecanismos e não possa ser atribuída exclusivamente à gordura1 visceral. O excesso de adiposidade pode ainda contribuir para limitações funcionais e pior qualidade de vida, especialmente quando acompanhado de obesidade53 e outras doenças crônicas.

Por isso, a avaliação da gordura1 visceral deve ser compreendida dentro de uma análise mais ampla da adiposidade e da saúde49 cardiometabólica. Mais importante do que buscar isoladamente um “nível ideal de gordura1 visceral” é identificar precocemente o excesso de adiposidade abdominal, avaliar suas repercussões metabólicas e estabelecer estratégias individualizadas para reduzir o risco de complicações ao longo do tempo.

Leia sobre "Repercussões cardíacas da obesidade53", "Alimentação saudável" e "O papel da insulina28 no corpo".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Mayo Clinic, da Cleveland Clinic e do U.S. National Institutes of Health.

ABCMED, 2026. Gordura visceral elevada: o perigo escondido na barriga que vai além da estética. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/obesidade/1512555/gordura-visceral-elevada-o-perigo-escondido-na-barriga-que-vai-alem-da-estetica.htm>. Acesso em: 15 ago. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
2 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
3 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
4 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
5 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
6 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
7 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
8 Tecido Adiposo: Tecido conjuntivo especializado composto por células gordurosas (ADIPÓCITOS). É o local de armazenamento de GORDURAS, geralmente na forma de TRIGLICERÍDEOS. Em mamíferos, existem dois tipos de tecido adiposo, a GORDURA BRANCA e a GORDURA MARROM. Suas distribuições relativas variam em diferentes espécies sendo que a maioria do tecido adiposo compreende o do tipo branco.
9 Cavidade Abdominal: Região do abdome que se estende do DIAFRAGMA torácico até o plano da abertura superior da pelve (passagem pélvica). A cavidade abdominal contém o PERiTÔNIO e as VÍSCERAS abdominais, assim como, o espaço extraperitoneal que inclui o ESPAÇO RETROPERITONEAL.
10 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
11 Intestinos: Seção do canal alimentar que vai do ESTÔMAGO até o CANAL ANAL. Inclui o INTESTINO GROSSO e o INTESTINO DELGADO.
12 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
13 Gordura Subcutânea: Tecido gorduroso abaixo da pele em todo o corpo.
14 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
15 Coxas: É a região situada abaixo da virilha e acima do joelho, onde está localizado o maior osso do corpo humano, o fêmur.
16 Tecido Adiposo Intra-Abdominal: Tecido gorduroso dentro da CAVIDADE ABDOMINAL, incluindo as gorduras visceral e retroperitoneal. É a gordura metabolicamente mais ativa do corpo, facilmente acessível para LIPÓLISE. O aumento da gordura visceral está associado com as complicações metabólicas da OBESIDADE.
17 Índice de massa corporal: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
18 IMC: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
19 Resistência à insulina: Inabilidade do corpo para responder e usar a insulina produzida. A resistência à insulina pode estar relacionada à obesidade, hipertensão e altos níveis de colesterol no sangue.
20 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
21 Gorduras saturadas: Elas são encontradas principalmente em produtos de origem animal. Em temperatura ambiente, apresentam-se em estado sólido. Estão nas carnes vermelhas e brancas (principalmente gordura da carne e pele das aves e peixes), leite e seus derivados integrais (manteiga, creme de leite, iogurte, nata) e azeite de dendê.
22 Sedentarismo: Qualidade de quem ou do que é sedentário, ou de quem tem vida e/ou hábitos sedentários. Sedentário é aquele que se exercita pouco, que não se movimenta muito.
23 Síndrome de Cushing: A síndrome de Cushing, hipercortisolismo ou hiperadrenocortisolismo, é um conjunto de sinais e sintomas que indicam excesso de cortisona (hormônio) no sangue. Esse hormônio é liberado pela glândula adrenal (também conhecida como suprarrenal) em resposta à liberação de ACTH pela hipófise no cérebro. Níveis elevados de cortisol (ou cortisona) também podem ocorrer devido à administração de certos medicamentos, como hormônios glicocorticoides. A síndrome de Cushing e a doença de Cushing são muito parecidas, já que o que a causa de ambas é o elevado nível de cortisol no sangue. O que difere é a origem dessa elevação. A doença de Cushing diz respeito, exclusivamente, a um tumor na hipófise que passa a secretar grande quantidade de ACTH e, consequentemente, há um aumento na liberação de cortisol pelas adrenais. Já a síndrome de Cushing pode ocorrer, por exemplo, devido a um tumor presente nas glândulas suprarrenais ou pela administração excessiva de corticoides.
24 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
25 Tecido adiposo subcutâneo: Tecido gorduroso abaixo da pele em todo o corpo.
26 Adipócitos: Células do corpo que geralmente armazenam GORDURAS na forma de TRIGLICERÍDEOS. Os ADIPÓCITOS BRANCOS são os tipos predominantes encontrados, na maioria das vezes, na cavidade abdominal e no tecido subcutâneo. Os ADIPÓCITOS MARRONS são células termogênicas que podem ser encontradas em recém-nascidos de algumas espécies e em mamíferos que hibernam.
27 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
28 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
29 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
30 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
31 Citocinas: Citoquina ou citocina é a designação genérica de certas substâncias segregadas por células do sistema imunitário que controlam as reações imunes do organismo.
32 Aterosclerose: Tipo de arteriosclerose caracterizado pela formação de placas de ateroma sobre a parede das artérias.
33 Células beta Pancreáticas: Tipo de células pancreáticas, que representam de 50 a 80 por cento das ilhotas. As células beta secretam INSULINA
34 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
35 Pré-diabetes: Condição em que um teste de glicose, feito após 8 a 12 horas de jejum, mostra um nível de glicose mais alto que o normal mas não tão alto para um diagnóstico de diabetes. A medida está entre 100 mg/dL e 125 mg/dL. A maioria das pessoas com pré-diabetes têm um risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2.
36 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
37 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
38 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
39 HDL: Abreviatura utilizada para denominar um tipo de proteína encarregada de transportar o colesterol sanguíneo, que se relaciona com menor risco cardiovascular. Também é conhecido como “Bom Colesterolâ€. Seus valores normais são de 35-50mg/dl.
40 Apnéia obstrutiva do sono: Pausas na respiração durante o sono.
41 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
42 Hemoglobina glicada: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
43 Perfil lipídico: Exame laboratorial que mede colesterol total, triglicérides, HDL. O LDL é calculado por estes resultados. O perfil lipídico é uma das medidas de risco para as doenças cardiovasculares.
44 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
45 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias†de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
46 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
47 Ultrassonografia: Ultrassonografia ou ecografia é um exame complementar que usa o eco produzido pelo som para observar em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas internas do organismo (órgãos internos). Os aparelhos de ultrassonografia utilizam uma frequência variada, indo de 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, os quais são interpretados através de computação gráfica.
48 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
49 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
50 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
51 Gorduras insaturadas: Elas existem principalmente nos vegetais, são líquidas em temperatura ambiente. Há a monoinsaturada e a poliinsaturada. Encontradas no azeite de oliva, óleo de canola e de milho, amêndoas, castanha-do-pará, abacate, semente de linhaça, truta e salmão.
52 Sobrepeso: Peso acima do normal, índice de massa corporal entre 25 e 29,9.
53 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
54 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
55 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
56 Síndrome metabólica: Tendência de várias doenças ocorrerem ao mesmo tempo. Incluindo obesidade, resistência insulínica, diabetes ou pré-diabetes, hipertensão e hiperlipidemia.
57 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
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