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O que significa o ganho de peso para o nosso organismo? Como a gordura afeta cada órgão ao longo do tempo?

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O que acontece no corpo quando começamos a ganhar peso?

Quando o peso corporal começa a ultrapassar o que o organismo consegue utilizar como energia diária, o excesso de calorias1 passa a ser armazenado principalmente sob a forma de gordura2. Esse armazenamento ocorre no tecido adiposo3, que é um tecido4 metabolicamente ativo especializado em guardar energia para períodos de escassez.

Inicialmente, esse processo é fisiológico5 e até protetor. O organismo tenta acomodar o excesso energético aumentando o tamanho das células adiposas6, chamadas adipócitos7, e criando novas células8 para armazenar gordura2. Nos primeiros estágios do ganho de peso, essa expansão ocorre principalmente no tecido adiposo subcutâneo9, localizado logo abaixo da pele10. Esse tipo de gordura2 funciona como um reservatório relativamente seguro para energia excedente.

Entretanto, quando o ganho de peso se prolonga por meses ou anos, a capacidade desse tecido4 de armazenar gordura2 de maneira saudável começa a se esgotar. A partir desse momento, o excesso energético passa a desencadear uma série de adaptatações metabólicas que gradualmente alteram o funcionamento de diversos órgãos.

Assim, o que inicialmente parecia apenas um aumento de peso começa a se transformar em um processo biológico complexo, no qual o tecido adiposo3 deixa de ser apenas um reservatório e passa a atuar como um órgão endócrino11 e inflamatório, capaz de influenciar praticamente todo o organismo.

Onde a gordura2 se acumula primeiro quando começamos a ganhar peso?

Como dito, o primeiro local de acúmulo de gordura2 costuma ser o tecido adiposo subcutâneo9, principalmente na região abdominal, nas coxas12 e nos quadris. Nesse estágio inicial, os adipócitos7 aumentam de tamanho para acomodar os triglicerídeos armazenados. Esse processo é chamado de hipertrofia13 adipocitária. Durante algum tempo, essa expansão pode ocorrer sem grandes prejuízos metabólicos. O tecido adiposo subcutâneo9 funciona como uma espécie de “depósito seguro” de energia.

Porém, conforme o ganho de peso continua, esse tecido4 começa a sofrer alterações estruturais. As células adiposas6 tornam-se muito grandes, passam a receber menos oxigênio e começam a liberar sinais14 químicos que atraem células8 inflamatórias do sistema imunológico15. Esse processo marca uma mudança importante na fisiologia16 do tecido adiposo3. O que antes era um tecido4 relativamente silencioso passa a produzir citocinas17 inflamatórias, hormônios e mediadores metabólicos que começam a alterar o funcionamento do fígado18, do pâncreas19, dos músculos20 e de outros órgãos.

O ganho de peso também pode modificar a flora intestinal?

Sim. Um dos efeitos menos visíveis, mas biologicamente muito importantes do ganho de peso, ocorre no ecossistema de microrganismos que vivem no intestino, conhecido como microbiota21 intestinal. Esse conjunto de bactérias, vírus22 e fungos participa de diversas funções metabólicas, imunológicas e hormonais do organismo.

Dietas ricas em calorias1, especialmente aquelas com grande quantidade de açúcares simples, gorduras saturadas23 e alimentos ultraprocessados, podem alterar significativamente a composição da microbiota21 intestinal. Observa-se frequentemente uma redução da diversidade bacteriana e uma mudança na proporção entre grandes grupos de bactérias, como Firmicutes e Bacteroidetes, fenômeno associado ao desenvolvimento da obesidade24.

Essas alterações podem aumentar a capacidade do intestino de extrair energia dos alimentos, favorecendo ainda mais o armazenamento de gordura2. Além disso, algumas bactérias passam a produzir substâncias inflamatórias ou metabólitos25 capazes de alterar a permeabilidade26 intestinal. Quando a barreira intestinal se torna mais permeável, pequenas moléculas bacterianas, como os lipopolissacarídeos (LPS), podem entrar na circulação27, estimulando inflamação28 sistêmica. Esse fenômeno, chamado de endotoxemia metabólica, contribui para o desenvolvimento de resistência à insulina29, inflamação28 crônica de baixo grau e alterações metabólicas associadas à obesidade24.

Dessa forma, a microbiota21 intestinal deixa de ser apenas um espectador do processo e passa a atuar como um participante ativo na progressão das alterações metabólicas relacionadas ao excesso de peso.

O que acontece quando o tecido adiposo3 começa a crescer demais?

Quando o tecido adiposo3 se expande além de sua capacidade fisiológica30, ocorre uma mudança importante no comportamento das células adiposas6. Elas deixam de funcionar apenas como reservatórios de gordura2 e passam a apresentar estresse celular, inflamação28 e disfunção metabólica. Os adipócitos7 hipertrofiados liberam substâncias inflamatórias, como TNF-α, interleucina-6 e outras citocinas17, que recrutam macrófagos31 e outras células8 do sistema imunológico15. Essa infiltração inflamatória transforma o tecido adiposo3 em um ambiente de inflamação28 crônica de baixo grau, um fenômeno conhecido como metainflamação.

Além disso, a expansão do tecido adiposo3 altera a produção de hormônios importantes chamados adipocinas, como leptina32, adiponectina e resistina. A adiponectina, que tem efeito protetor contra inflamação28 e resistência à insulina29, tende a diminuir. Já substâncias pró-inflamatórias aumentam.

Essas mudanças fazem com que o tecido adiposo3 deixe de armazenar gordura2 de maneira eficiente. Parte dos ácidos graxos passa a escapar para a circulação27, alcançando outros órgãos e iniciando o processo de acúmulo de gordura2 ectópica33, que é um dos principais mecanismos de dano sistêmico34 da obesidade24.

Leia sobre "Microbioma35 intestinal humano", "Sistema imunológico15" e "O que é inflamação28".

Como a gordura abdominal36 passa a afetar o metabolismo37 do corpo?

Com a progressão do ganho de peso, ocorre um aumento importante da gordura2 visceral, localizada dentro da cavidade abdominal38 e ao redor de órgãos como intestinos39, fígado18 e pâncreas19. Diferentemente da gordura subcutânea40, a gordura2 visceral é metabolicamente muito ativa. Esse tecido4 libera grandes quantidades de ácidos graxos diretamente na circulação27 portal, que drena para o fígado18. Esse fluxo excessivo de gordura2 altera profundamente o metabolismo37 hepático e contribui para o desenvolvimento de resistência à insulina29, um dos primeiros eventos metabólicos importantes associados à obesidade24.

A resistência à insulina29 significa que as células8 do corpo passam a responder menos ao hormônio41 responsável por controlar os níveis de glicose42 no sangue43. Para compensar essa perda de sensibilidade, o pâncreas19 aumenta a produção de insulina44. Durante algum tempo, essa adaptação consegue manter a glicemia45 normal, mas à custa de um estado de hiperinsulinemia46 crônica, que já exerce efeitos prejudiciais no organismo.

Por que o excesso de gordura2 provoca inflamação28 no organismo?

O acúmulo de gordura2 corporal, especialmente visceral, transforma o tecido adiposo3 em um centro de produção de mediadores inflamatórios. Isso ocorre porque adipócitos7 hipertrofiados sofrem estresse metabólico e passam a liberar sinais14 químicos que recrutam células8 do sistema imunológico15. Macrófagos31 infiltram o tecido adiposo3 e começam a produzir substâncias inflamatórias. Esse processo não gera uma inflamação28 intensa como nas infecções47, mas sim uma inflamação28 crônica de baixo grau, persistente ao longo de anos.

Essa inflamação28 metabólica interfere em vários sistemas fisiológicos. Ela contribui para resistência à insulina29, dano vascular48, disfunção endotelial e alterações no metabolismo37 lipídico. Ao longo do tempo, esse estado inflamatório contínuo cria um ambiente propício para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares49, diabetes50 e outras complicações metabólicas.

Como o fígado18 é afetado pelo excesso de gordura2 corporal?

À medida que os ácidos graxos circulantes aumentam, o fígado18 passa a receber grandes quantidades de gordura2 provenientes da gordura2 visceral e da lipólise do tecido adiposo3. Quando a capacidade do fígado18 de metabolizar esses lipídios é ultrapassada, ocorre o acúmulo de triglicerídeos dentro dos hepatócitos, caracterizando a esteatose hepática51 associada à disfunção metabólica (MASH).

Nos estágios iniciais, esse acúmulo pode ser silencioso e reversível. Entretanto, se o processo metabólico que favorece o acúmulo de gordura2 persistir, o fígado18 passa a desenvolver inflamação28 e estresse oxidativo. Em alguns indivíduos, a doença evolui para esteato-hepatite52 metabólica, caracterizada por inflamação28 hepática53 ativa e dano celular.

Com o passar dos anos, esse processo pode progredir para fibrose54 hepática53, cirrose55 e até carcinoma56 hepatocelular. Assim, o fígado18 torna-se um dos órgãos mais precocemente afetados pela obesidade24.

Por que o risco de diabetes tipo 257 aumenta com o ganho de peso?

O desenvolvimento do diabetes tipo 257 está intimamente ligado à resistência à insulina29 causada pelo excesso de gordura2 corporal. Quando músculos20, fígado18 e tecido adiposo3 tornam-se resistentes à ação da insulina44, o pâncreas19 precisa produzir quantidades cada vez maiores desse hormônio41 para manter a glicose42 dentro de valores normais. Esse estado de hiperprodução pode durar anos. Com o tempo, porém, as células8 beta do pâncreas19 começam a apresentar sinais14 de exaustão funcional. Além disso, a infiltração de gordura2 no próprio pâncreas19 e a exposição prolongada a níveis elevados de glicose42 e ácidos graxos provocam toxicidade58 metabólica, prejudicando a secreção de insulina44. Quando o pâncreas19 já não consegue compensar a resistência à insulina29, os níveis de glicose42 no sangue43 começam a subir progressivamente, levando ao diagnóstico59 de diabetes tipo 257.

Informe-se sobre "Pré-diabetes60", "O papel da insulina44 no corpo" e "Complicações do diabetes61 mellitus".

Como a obesidade24 prejudica o coração62 e os vasos sanguíneos63?

O excesso de gordura2 corporal desencadeia uma série de alterações que aumentam o risco cardiovascular. A inflamação28 crônica, a resistência à insulina29 e as alterações no metabolismo37 lipídico favorecem o desenvolvimento de aterosclerose64, processo no qual placas65 de gordura2 se acumulam nas paredes das artérias66.

Além disso, a obesidade24 está associada ao aumento da pressão arterial67. Esse fenômeno ocorre por múltiplos mecanismos, incluindo ativação do sistema nervoso68 simpático69, retenção renal70 de sódio e disfunção do endotélio vascular71.

O coração62 também sofre adaptações estruturais para lidar com o aumento da massa corporal e do volume sanguíneo circulante. Com o tempo, essas adaptações podem levar ao desenvolvimento de cardiomiopatia associada à obesidade24, caracterizada por alterações na estrutura e na função cardíaca. Esses fatores combinados aumentam significativamente o risco de infarto do miocárdio72, insuficiência cardíaca73 e acidente vascular cerebral74.

O cérebro75 também é afetado pelo excesso de gordura2 corporal?

Sim. O cérebro75 sofre alterações importantes na obesidade24, especialmente nas regiões responsáveis pelo controle da fome, da saciedade e da recompensa alimentar. O aumento crônico76 dos níveis de leptina32, hormônio41 produzido pelo tecido adiposo3, leva ao desenvolvimento de resistência à leptina32 no hipotálamo77. Como consequência, o cérebro75 passa a interpretar de forma inadequada os sinais14 de saciedade, favorecendo a ingestão alimentar excessiva.

Além disso, processos inflamatórios associados à obesidade24 também podem afetar o sistema nervoso central78. Estudos mostram que a obesidade24 está associada a maior risco de declínio cognitivo79, demência80 e alterações estruturais cerebrais, especialmente após décadas de exposição ao excesso de gordura2 corporal.

Leia também: "Circunferência abdominal e doenças cardiovasculares49", "Cálculo81 do IMC82" e "Obesidade24 mórbida".

Como os rins83 são afetados pelo excesso de peso?

Os rins83 precisam filtrar um volume maior de sangue43 quando o peso corporal aumenta. Esse aumento da carga de filtração provoca um fenômeno chamado hiperfiltração84 glomerular, que inicialmente funciona como uma adaptação compensatória. Com o passar dos anos, porém, essa sobrecarga pode levar a alterações estruturais nos glomérulos85, favorecendo o desenvolvimento de doença renal70 crônica associada à obesidade24. Além disso, hipertensão arterial86 e diabetes50, frequentemente associados à obesidade24, aceleram ainda mais o dano renal70.

Por que as articulações87 sofrem com o excesso de peso?

O aumento do peso corporal exerce maior carga mecânica sobre as articulações87, especialmente nos joelhos, quadris e coluna vertebral88. Essa sobrecarga acelera o desgaste da cartilagem articular89 e contribui para o desenvolvimento de osteoartrite90. Além do componente mecânico, a inflamação28 sistêmica associada à obesidade24 também pode afetar a saúde91 das articulações87. Mediadores inflamatórios produzidos pelo tecido adiposo3 podem contribuir para a degeneração92 articular e para a dor crônica.

Como a obesidade24 afeta a respiração e o sono?

O acúmulo de gordura2 na região cervical e torácica pode reduzir o calibre das vias aéreas superiores e dificultar a ventilação93 pulmonar. Isso favorece o desenvolvimento da apneia obstrutiva do sono94, condição caracterizada por episódios repetidos de interrupção da respiração durante o sono. A apneia95 do sono está associada à redução da qualidade do sono, fadiga96 diurna, alterações cognitivas e aumento do risco cardiovascular.

Quais são os efeitos hormonais e reprodutivos da obesidade24?

O tecido adiposo3 participa ativamente do metabolismo37 hormonal. Ele converte andrógenos97 em estrogênios por meio da enzima98 aromatase, alterando o equilíbrio hormonal do organismo. Nas mulheres, a obesidade24 pode causar irregularidades menstruais, infertilidade99 e maior risco de síndrome100 dos ovários101 policísticos. Nos homens, o aumento do tecido adiposo3 está associado à redução dos níveis de testosterona e à piora da função reprodutiva.

O que acontece com o organismo após muitos anos de obesidade24?

Após anos ou décadas de exposição ao excesso de gordura2 corporal, o organismo passa a apresentar uma combinação de alterações metabólicas, inflamatórias e estruturais que afetam múltiplos órgãos. A obesidade24 crônica está associada ao desenvolvimento de diabetes tipo 257, doença cardiovascular, doença hepática53 avançada, insuficiência renal102, osteoartrite90, distúrbios respiratórios e diversos tipos de câncer103.

Essas condições reduzem tanto a expectativa quanto a qualidade de vida. O que começa como um aumento gradual de peso ao longo dos anos pode evoluir para uma doença sistêmica complexa que compromete praticamente todos os sistemas do organismo. Assim, compreender como a gordura2 corporal afeta progressivamente os órgãos ajuda a reconhecer que a obesidade24 não é apenas uma questão estética ou de peso corporal, mas sim uma doença metabólica crônica com impacto profundo em todo o organismo.

Saiba mais sobre "Peso ideal e como calculá-lo", "Obesidade24 infantil", "Agonistas GLP-1 e o tratamento da obesidade24".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites do Repositório digital LUME da UFRGS, do Portal Institucional da Universidade de Pelotas e da Biblioteca Virtual em Saúde.

ABCMED, 2026. O que significa o ganho de peso para o nosso organismo? Como a gordura afeta cada órgão ao longo do tempo?. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/obesidade/1500452/o-que-significa-o-ganho-de-peso-para-o-nosso-organismo-como-a-gordura-afeta-cada-orgao-ao-longo-do-tempo.htm>. Acesso em: 7 mar. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Calorias: Dizemos que um alimento tem “x“ calorias, para nos referirmos à quantidade de energia que ele pode fornecer ao organismo, ou seja, à energia que será utilizada para o corpo realizar suas funções de respiração, digestão, prática de atividades físicas, etc.
2 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
3 Tecido Adiposo: Tecido conjuntivo especializado composto por células gordurosas (ADIPÓCITOS). É o local de armazenamento de GORDURAS, geralmente na forma de TRIGLICERÍDEOS. Em mamíferos, existem dois tipos de tecido adiposo, a GORDURA BRANCA e a GORDURA MARROM. Suas distribuições relativas variam em diferentes espécies sendo que a maioria do tecido adiposo compreende o do tipo branco.
4 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
5 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
6 Células Adiposas: Células do corpo que geralmente armazenam GORDURAS na forma de TRIGLICERÍDEOS. Os ADIPÓCITOS BRANCOS são os tipos predominantes encontrados, na maioria das vezes, na cavidade abdominal e no tecido subcutâneo. Os ADIPÓCITOS MARRONS são células termogênicas que podem ser encontradas em recém-nascidos de algumas espécies e em mamíferos que hibernam.
7 Adipócitos: Células do corpo que geralmente armazenam GORDURAS na forma de TRIGLICERÍDEOS. Os ADIPÓCITOS BRANCOS são os tipos predominantes encontrados, na maioria das vezes, na cavidade abdominal e no tecido subcutâneo. Os ADIPÓCITOS MARRONS são células termogênicas que podem ser encontradas em recém-nascidos de algumas espécies e em mamíferos que hibernam.
8 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
9 Tecido adiposo subcutâneo: Tecido gorduroso abaixo da pele em todo o corpo.
10 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
11 Endócrino: Relativo a ou próprio de glândula, especialmente de secreção interna; endocrínico.
12 Coxas: É a região situada abaixo da virilha e acima do joelho, onde está localizado o maior osso do corpo humano, o fêmur.
13 Hipertrofia: 1. Desenvolvimento ou crescimento excessivo de um órgão ou de parte dele devido a um aumento do tamanho de suas células constituintes. 2. Desenvolvimento ou crescimento excessivo, em tamanho ou em complexidade (de alguma coisa). 3. Em medicina, é aumento do tamanho (mas não da quantidade) de células que compõem um tecido. Pode ser acompanhada pelo aumento do tamanho do órgão do qual faz parte.
14 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
15 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
16 Fisiologia: Estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
17 Citocinas: Citoquina ou citocina é a designação genérica de certas substâncias segregadas por células do sistema imunitário que controlam as reações imunes do organismo.
18 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
19 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
20 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
21 Microbiota: Em ecologia, chama-se microbiota ao conjunto dos microrganismos que habitam um ecossistema, principalmente bactérias, protozoários e outros microrganismos que têm funções importantes na decomposição da matéria orgânica e, portanto, na reciclagem dos nutrientes. Fazem parte da microbiota humana uma quantidade enorme de bactérias que vivem em harmonia no organismo e auxiliam a ação do sistema imunológico e a nutrição, por exemplo.
22 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
23 Gorduras saturadas: Elas são encontradas principalmente em produtos de origem animal. Em temperatura ambiente, apresentam-se em estado sólido. Estão nas carnes vermelhas e brancas (principalmente gordura da carne e pele das aves e peixes), leite e seus derivados integrais (manteiga, creme de leite, iogurte, nata) e azeite de dendê.
24 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
25 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
26 Permeabilidade: Qualidade dos corpos que deixam passar através de seus poros outros corpos (fluidos, líquidos, gases, etc.).
27 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
28 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
29 Resistência à insulina: Inabilidade do corpo para responder e usar a insulina produzida. A resistência à insulina pode estar relacionada à obesidade, hipertensão e altos níveis de colesterol no sangue.
30 Fisiológica: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
31 Macrófagos: É uma célula grande, derivada do monócito do sangue. Ela tem a função de englobar e destruir, por fagocitose, corpos estranhos e volumosos.
32 Leptina: Proteína secretada por adipócitos que age no sistema nervoso central promovendo menor ingestão alimentar e incrementando o metabolismo energético, além de afetar o eixo hipotalâmico-hipofisário e regular mecanismos neuroendócrinos. Do grego leptos = magro.
33 Ectópica: Relativo à ectopia, ou seja, à posição anômala de um órgão.
34 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
35 Microbioma: Comunidade ecológica de microrganismos comensais, simbióticos e patogênicos que compartilham nosso espaço corporal. Microbioma humano é o conjunto de microrganismos que reside no corpo do Homo sapiens, mantendo uma relação simbiótica com o hospedeiro. O conceito vai além do termo microbiota, incluindo também a relação entre as células microbianas e as células e sistemas humanos, por meio de seus genomas, transcriptomas, proteomas e metabolomas.
36 Gordura Abdominal: Tecido gorduroso da região do ABDOME. Dela fazem parte as GORDURAS SUBCUTÂNEAS ABDOMINAL e a INTRA-ABDOMINAL
37 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
38 Cavidade Abdominal: Região do abdome que se estende do DIAFRAGMA torácico até o plano da abertura superior da pelve (passagem pélvica). A cavidade abdominal contém o PERiTÔNIO e as VÍSCERAS abdominais, assim como, o espaço extraperitoneal que inclui o ESPAÇO RETROPERITONEAL.
39 Intestinos: Seção do canal alimentar que vai do ESTÔMAGO até o CANAL ANAL. Inclui o INTESTINO GROSSO e o INTESTINO DELGADO.
40 Gordura Subcutânea: Tecido gorduroso abaixo da pele em todo o corpo.
41 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
42 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
43 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
44 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
45 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
46 Hiperinsulinemia: Condição em que os níveis de insulina no sangue estão mais altos que o normal. Causada pela superprodução de insulina pelo organismo. Relacionado à resistência insulínica.
47 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
48 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
49 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
50 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
51 Esteatose hepática: Esteatose hepática ou ”fígado gorduroso” é o acúmulo de gorduras nas células do fígado.
52 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
53 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
54 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
55 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
56 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
57 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
58 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
59 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
60 Pré-diabetes: Condição em que um teste de glicose, feito após 8 a 12 horas de jejum, mostra um nível de glicose mais alto que o normal mas não tão alto para um diagnóstico de diabetes. A medida está entre 100 mg/dL e 125 mg/dL. A maioria das pessoas com pré-diabetes têm um risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2.
61 Complicações do diabetes: São os efeitos prejudiciais do diabetes no organismo, tais como: danos aos olhos, coração, vasos sangüíneos, sistema nervoso, dentes e gengivas, pés, pele e rins. Os estudos mostram que aqueles que mantêm os níveis de glicose do sangue, a pressão arterial e o colesterol próximos aos níveis normais podem ajudar a impedir ou postergar estes problemas.
62 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
63 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
64 Aterosclerose: Tipo de arteriosclerose caracterizado pela formação de placas de ateroma sobre a parede das artérias.
65 Placas: 1. Lesões achatadas, semelhantes à pápula, mas com diâmetro superior a um centímetro. 2. Folha de material resistente (metal, vidro, plástico etc.), mais ou menos espessa. 3. Objeto com formato de tabuleta, geralmente de bronze, mármore ou granito, com inscrição comemorativa ou indicativa. 4. Chapa que serve de suporte a um aparelho de iluminação que se fixa em uma superfície vertical ou sobre uma peça de mobiliário, etc. 5. Placa de metal que, colocada na dianteira e na traseira de um veículo automotor, registra o número de licenciamento do veículo. 6. Chapa que, emitida pela administração pública, representa sinal oficial de concessão de certas licenças e autorizações. 7. Lâmina metálica, polida, usualmente como forma em processos de gravura. 8. Área ou zona que difere do resto de uma superfície, ordinariamente pela cor. 9. Mancha mais ou menos espessa na pele, como resultado de doença, escoriação, etc. 10. Em anatomia geral, estrutura ou órgão chato e em forma de placa, como uma escama ou lamela. 11. Em informática, suporte plano, retangular, de fibra de vidro, em que se gravam chips e outros componentes eletrônicos do computador. 12. Em odontologia, camada aderente de bactérias que se forma nos dentes.
66 Artérias: Os vasos que transportam sangue para fora do coração.
67 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
68 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
69 Simpático: 1. Relativo à simpatia. 2. Que agrada aos sentidos; aprazível, atraente. 3. Em fisiologia, diz-se da parte do sistema nervoso vegetativo que põe o corpo em estado de alerta e o prepara para a ação.
70 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
71 Endotélio Vascular: Camada única de células que alinha-se na superfície luminal em todo o sistema vascular. Regulam o transporte de macromoléculas e componentes do sangue do interstício ao lúmem. Sua função tem sido mas amplamente estudada nos capilares sangüíneos.
72 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
73 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
74 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
75 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
76 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
77 Hipotálamo: Parte ventral do diencéfalo extendendo-se da região do quiasma óptico à borda caudal dos corpos mamilares, formando as paredes lateral e inferior do terceiro ventrículo.
78 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
79 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
80 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
81 Cálculo: Formação sólida, produto da precipitação de diferentes substâncias dissolvidas nos líquidos corporais, podendo variar em sua composição segundo diferentes condições biológicas. Podem ser produzidos no sistema biliar (cálculos biliares) e nos rins (cálculos renais) e serem formados de colesterol, ácido úrico, oxalato de cálcio, pigmentos biliares, etc.
82 IMC: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
83 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
84 Hiperfiltração: Uma função renal normal é aquela que se situa entre 70 e 140 ml/min de sangue filtrado por dia. Esse valor varia com a idade, o tamanho e o sexo. Quando o clearance é menor que 70 ml/min há insuficiência renal e quando é maior que 140 ml/min chamamos de hiperfiltração, que também é um sinal de doença renal.
85 Glomérulos: 1. Pequeno tufo ou novelo de fibras nervosas ou vasos sanguíneos, especialmente de capilares. 2. Rede de capilares recoberta por células epiteliais nos rins, é o local onde o sangue é filtrado e os produtos de excreção são removidos. 3. Inflorescência cimosa na qual as flores são subsésseis e muito próximas entre si, formando um aglomerado de aspecto globoso.
86 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
87 Articulações:
88 Coluna vertebral:
89 Cartilagem Articular:
90 Osteoartrite: Termo geral que se emprega para referir-se ao processo degenerativo da cartilagem articular, manifestado por dor ao movimento, derrame articular, etc. Também denominado artrose.
91 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
92 Degeneração: 1. Ato ou efeito de degenerar (-se). 2. Perda ou alteração (no ser vivo) das qualidades de sua espécie; abastardamento. 3. Mudança para um estado pior; decaimento, declínio. 4. No sentido figurado, é o estado de depravação. 5. Degenerescência.
93 Ventilação: 1. Ação ou efeito de ventilar, passagem contínua de ar fresco e renovado, num espaço ou recinto. 2. Agitação ou movimentação do ar, natural ou provocada para estabelecer sua circulação dentro de um ambiente. 3. Em fisiologia, é o movimento de ar nos pulmões. Perfusão Em medicina, é a introdução de substância líquida nos tecidos por meio de injeção em vasos sanguíneos.
94 Apnéia obstrutiva do sono: Pausas na respiração durante o sono.
95 Apnéia: É uma parada respiratória provocada pelo colabamento total das paredes da faringe que ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo e roncando. No adulto, considera-se apnéia após 10 segundos de parada respiratória. Como a criança tem uma reserva menor, às vezes, depois de dois ou três segundos, o sangue já se empobrece de oxigênio.
96 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
97 Andrógenos: Termo genérico para qualquer composto natural ou sintético, geralmente um hormônio esteróide, que estimula ou controla o desenvolvimento e manutenção das características masculinas em vertebrados ao ligar-se a receptores andrógenos. Isso inclui a atividade dos órgãos sexuais masculinos acessórios e o desenvolvimento de características sexuais secundárias masculinas. Também são os esteróides anabólicos originais. São precursores de todos os estrógenos, os hormônios sexuais femininos. São exemplos de andrógenos: testosterona, dehidroepiandrosterona (DHEA), androstenediona (Andro), androstenediol, androsterona e dihidrotestosterona (DHT).
98 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
99 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.
100 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
101 Ovários: São órgãos pares com aproximadamente 3cm de comprimento, 2cm de largura e 1,5cm de espessura cada um. Eles estão presos ao útero e à cavidade pelvina por meio de ligamentos. Na puberdade, os ovários começam a secretar os hormônios sexuais, estrógeno e progesterona. As células dos folículos maduros secretam estrógeno, enquanto o corpo lúteo produz grandes quantidades de progesterona e pouco estrógeno.
102 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
103 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
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